Moçambique alcançou a Independencia em 1975, através de uma Luta Armada, dirigida pela Frente de Libertação de Moçambique, passam 36 anos que decidimos os destinos do nosso país.
Quando tomamos o país, recebemos uma banca rota, um estado sem quadros.
E foi tomada uma decisão inteligente ao expulsar os colonizadores para o seu país de origem, permitindo assim que os moçambicanos aprendessem a governar o seu país.
Logo a seguir, o Estado nacionalizou as infraestruturas de habitação, comércio, saúde, entre outras, devido ao seu regime economico-político de orientação socialista. Foi-se eliminando a classe burguesa.
No entanto, surge a guerra civil, que desestabilizou o regime, destruiu fábricas, hospitais, escolas, além de ter criado danos morais, o que impediu o desemvolvimento de Moçambique.
No entanto, superamos esta grande barreira e o Estado foi se desenvolvendo, através de acordos, parcerias, etc.
Estamos numa fase em que precisamos de nos engajar, decidir o que queremos para cada moçambicano e o que cada moçambicano deve fazer por Moçambique.
O Estado não deve desviar o seu programa e orçamento para subsídios. O estado tem a tarefa principal de fornecer os serviços básicos ao povo, educação, saúde, habitação, etc, não deve desviar das suas funções principais, pois quando o faz, fragiliza a sua actuação central.
É preciso que os governantes comuniquem devidamente ao povo sobre quais são os caminhos para que o povo alcance a vitória.
Todos nós sabemos que para deixarmos de depender da ajuda externa, temos de produzir, através da agricultura, que por sua vez irá promover outros sectores de actividade, sabemos disso, agora a pergunta é, como?
Temos de produzir de verdade, não deve ser o excedente da produção familiar a ser desponibilizado para o nosso consumo, isso não funciona em qualquer estado.
O Estado não pode delegar outras instituições, neste momento, é sua tarefa principal, mas deve buscar apoio de privados.
Deve ser feita uma distribuição correcta dos recursos; alfaias agricolas no campo, o professor na escola, o enfermeiro no posto de saúde.
E só juntos poderemos caminhar, SEM DEPENDER DE MANDATOS, MAS SIM DE PROGRAMAS CONCRETOS.
Bem haja.
domingo, 26 de junho de 2011
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Uma breve análise ao Sistema Nacional de Educação
Estava sentado a ver o noticiário na nossa televisão pública, Televisão de Moçambique(TVM).
No desfecho, o jornalista anunciava um debete que ia ao ar mais tarde e cujo tema era a “escrita e a leitura” concretamente no ensino básico.
Inspirou-me tal maneira que comecei a refletir sobre o assunto e tomei a decisão de colocar a reflexão em escrita para que pudesse partilhar consigo.
A educação é a base de desenvolvimento de uma sociedade pois é ela que molda-a, os cidadãos, os quadros, etc, mas se ela não for de qualidade comprometemos o futuro da nação.
Foi recentemente (alguns anos) aprovado um novo programa curricular para o Sistema Nacional de Educação, que visa preparar os estudantes nas vertentes profissional e empreendedoras, segundo o discurso dos nossos governantes.
Estaremos diante de um discurso “politicamente correcto!
Vejamos...
Há cerca de 3 meses, um senhor, amigo, pediu que eu explicasse a cerca do novo plano curricular do ensino básico e na altura não pude satisfazer o seu desejo pois toda informação que eu tinha era a de senso comum, então ele deu-me a tarefa de investigar e apresentar-lhe os resultados.
Consegui uma brochura que trata do assunto e fui apresentar, depois de lido o senhor prometeu contactar-me e assim esperei.
Segundo o manual, o Sistema prevê passagens automática de 1ª à 5ª classes, o que quer dizer que se o aluno ou mesmo o professor for preguiçoso, o aluno traansita.
Será que estamos preparados para isso?
Teriamos de apresentar boas salas de aula, excelente programa pedagógico, material didático à altura, pois na minha óptica vai implantar a “preguiça” no seio dos docentes, pois estamos numa era em que ninguém vê a carreira como vocação, talvez seja um refúgio ao desemprego.
Vários são os professores que tem de dar dois ou tres turnos para tentar satisfazer as suas necessidades e com turmas de mais de 60 alunos, qual é o problema se todos vão passar?
São muitos os factores por de trás deste cenário.
Hoje é normal encontrar um estudante na 8ª classe que não saiba fazer uma redação, não conheça a tabuáda, com deficiencias na leitura.
Um dia passei por uma escola primária e coincidentemente, era o famoso dia de “passou chumbou” e tive a curiosidade de ver uma caderneta de um dos alunos e vi o seguinte: média anual 8, aproveitamento final: Progride!
É simplesmente alarmante!
Outro facto no Sistema Nacional de Educação, é no último ano de escolaridade, concretamente 12ª classe, em que foi introduzido o exame múltipla escolha, na perspectiva de preparar os estudantes para os exames de admissão ao ensino superior, pois é assim que os estudantes são examinados; para facilitar o processo de correcção, para reduzir o índice de fraude.
Não concordo muito...
Primeiro sinto que o poder de argumentação do aluno é limitado pois se limita a escolher uma opção e sem hipote-se de justificação da escolha;
Segundo, pode facilitar a corecção mas se o sistema falha, corremos o risco de assistir o que aconteceu no primeiro ano, em que os os alunos inscreveram-se para o exame de admissão ao ensino superior sem conhecer o resultado da 12ª classe;
Terceiro, penso que em relação à fraude, agora as hipóteses estão ampliadas, pois os estudantes vão ao exame com a resolução completa, pois há alguém de dentro que trás as mesmas.
Terminando...
Recorda-se do meu amigo?
Ele contactou-me telefonicamente e disse:
- Obrigado por ter procurado o documento, já li e tirei as conclusões do nosso Sistema Nacional de Educação!
E de seguida perguntou-me:
- Não sei se leu a última página?
Respondi-lhe que não e de seguida ele rematou:
- Está lá escrito REINO DOS PAISES BAIXOS, então não temos muito que comentar!
No desfecho, o jornalista anunciava um debete que ia ao ar mais tarde e cujo tema era a “escrita e a leitura” concretamente no ensino básico.
Inspirou-me tal maneira que comecei a refletir sobre o assunto e tomei a decisão de colocar a reflexão em escrita para que pudesse partilhar consigo.
A educação é a base de desenvolvimento de uma sociedade pois é ela que molda-a, os cidadãos, os quadros, etc, mas se ela não for de qualidade comprometemos o futuro da nação.
Foi recentemente (alguns anos) aprovado um novo programa curricular para o Sistema Nacional de Educação, que visa preparar os estudantes nas vertentes profissional e empreendedoras, segundo o discurso dos nossos governantes.
Estaremos diante de um discurso “politicamente correcto!
Vejamos...
Há cerca de 3 meses, um senhor, amigo, pediu que eu explicasse a cerca do novo plano curricular do ensino básico e na altura não pude satisfazer o seu desejo pois toda informação que eu tinha era a de senso comum, então ele deu-me a tarefa de investigar e apresentar-lhe os resultados.
Consegui uma brochura que trata do assunto e fui apresentar, depois de lido o senhor prometeu contactar-me e assim esperei.
Segundo o manual, o Sistema prevê passagens automática de 1ª à 5ª classes, o que quer dizer que se o aluno ou mesmo o professor for preguiçoso, o aluno traansita.
Será que estamos preparados para isso?
Teriamos de apresentar boas salas de aula, excelente programa pedagógico, material didático à altura, pois na minha óptica vai implantar a “preguiça” no seio dos docentes, pois estamos numa era em que ninguém vê a carreira como vocação, talvez seja um refúgio ao desemprego.
Vários são os professores que tem de dar dois ou tres turnos para tentar satisfazer as suas necessidades e com turmas de mais de 60 alunos, qual é o problema se todos vão passar?
São muitos os factores por de trás deste cenário.
Hoje é normal encontrar um estudante na 8ª classe que não saiba fazer uma redação, não conheça a tabuáda, com deficiencias na leitura.
Um dia passei por uma escola primária e coincidentemente, era o famoso dia de “passou chumbou” e tive a curiosidade de ver uma caderneta de um dos alunos e vi o seguinte: média anual 8, aproveitamento final: Progride!
É simplesmente alarmante!
Outro facto no Sistema Nacional de Educação, é no último ano de escolaridade, concretamente 12ª classe, em que foi introduzido o exame múltipla escolha, na perspectiva de preparar os estudantes para os exames de admissão ao ensino superior, pois é assim que os estudantes são examinados; para facilitar o processo de correcção, para reduzir o índice de fraude.
Não concordo muito...
Primeiro sinto que o poder de argumentação do aluno é limitado pois se limita a escolher uma opção e sem hipote-se de justificação da escolha;
Segundo, pode facilitar a corecção mas se o sistema falha, corremos o risco de assistir o que aconteceu no primeiro ano, em que os os alunos inscreveram-se para o exame de admissão ao ensino superior sem conhecer o resultado da 12ª classe;
Terceiro, penso que em relação à fraude, agora as hipóteses estão ampliadas, pois os estudantes vão ao exame com a resolução completa, pois há alguém de dentro que trás as mesmas.
Terminando...
Recorda-se do meu amigo?
Ele contactou-me telefonicamente e disse:
- Obrigado por ter procurado o documento, já li e tirei as conclusões do nosso Sistema Nacional de Educação!
E de seguida perguntou-me:
- Não sei se leu a última página?
Respondi-lhe que não e de seguida ele rematou:
- Está lá escrito REINO DOS PAISES BAIXOS, então não temos muito que comentar!
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